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Dicas de Transporte
O
transporte de cavalos pode ser efetuado em traylers
apropriados ou em caminhões. Infelizmente, no Brasil
este ultimo meio de transporte ainda é bastante
precário, com improvisações que oferecem grandes
riscos à segurança dos animais, sem falar do aumento
do estresse. Veja algumas dicas de transporte:
O primeiro embarque
é crítico. Recomenda-se embarcar o iniciante
acompanhando outro animal com experiência. Não puxe
o cabresto com violência, pois este ato aumenta o
medo;
O local de embarque
deve ser seguro, com rampa firme e pouco íngreme;
Se o animal relutar
em entrar no veículo, chame auxiliares, não insista
com violência, pois serão estabelecidos vícios,
quase sempre irreversíveis;
Amarre o cabo do
cabresto em pontos elevados, para evitar que os
cascos prendam-se no cabo. Não amarrar muito justo,
pois causa desconforto nos músculos da nuca e do
pescoço.
Evite usar cabresto
de nylon. Pode ferir o animal;
Se for usar redes de
feno, amarre-as em um ponto elevado;
Evite transportar
garanhões juntos, pois as brigas serão inevitáveis;
Em caminhões,
verifique a segurança dos separadores, do piso e a
ausência de pontas na grade;
Nos traylers,
verifique a segurança dos baldes de água, para
evitar que caiam e fiquem presos às patas;
Não forneça ração
concentrada durante o transporte. Utilize somente
feno.
Bandagens protetoras
devem ser adequadamente enroladas na cauda e patas.
Mas cuidado, este procedimento, quando mal feito,
prejudica a circulação sanguinea;
Lembre-se de fazer
uma revisão completa na mecânica do veículo.
Psicologia Eqüina aplicada ao treinamento e
julgamento
Ao longo
do tempo, com os bons tratos, os cavalos desenvolvem
afeição e amizade com crianças e adultos.
Na
rotina de manejo e diante de algumas situações que
se apresentam durante os julgamento e atividades
esportivas, os equinos podem demonstrar diversas
reações emotivas:
- Medo: O
cavalo é naturalmente medroso, corre diante do
perigo, e raramente se defende. Assim, sobrevivia e
proliferava em estado selvagem. Situações
corriqueiras, diante das quais demonstra medo são:
baia escura, fumaça, fogo, sons sltos, terrenos
perigosos. Não confundir o medo com a timidez e a
histeria. A timidez é típica de cavalos muito
curiosos, que têm vontade de se aproximar de algum
objeto ou outro animal. A histeria está associada à
má índole, aos animais intratáveis. O processo da
doma racional elimina o medo do homem e desenvolve a
confiança.
- Amizade:
O cavalo é um animal de hábito gregário. Quando
sozinho, costuma ficar tenso, inquieto Madrinha com
facilidade, em qualquer sistema de criação,
identificando os companheiros pela visão, olfato e
relinchos. Potrinhos (as) recém-apartados devem ser
mantidos em grupos, a fim de sentirem segurança. A
amizade com o homem desenvolve-se com o tempo,
através dos bons tratos.
- Afeição:
Com o desenvolvimento da amizade, o cavalo aprende a
sentir afeição pelo homem. Atitudes que estimulam a
afeição: trato do pelo, fornecimento de alimentos
apetitosos (verde e ração), momentos em que é comum
a emissão de sons peculiares; recompensas após as
lições corretas.
- Raiva: É
uma das reações mais fortes, podendo se manifestar
contra outros da própria espécie ou o próprio homem.
A raiva está associada à má índole e esta à pouca
treinabilidade. Reações corriqueiras de raiva aos
atos de casquear, ferrar, selar, enfrenar, arrear,
esporear, equitação inadequada, aplicação de
injeções, tosa. Na doma tradicional as reações de
raiva são as mais extremas possíveis. Cavalos
difíceis de lidar geralmente são contidos com
argolão e cabrestos com corrente.
- Proteção:
Os exemplos mais comuns deste aspecto emotivo podem
ser percebidos nas atitudes da égua parida em
relação à sua cria e do garanhão em relação à sua
manada.
- Alegria:
Pode ser percebida no galope saltitante de potros
(as), no relincho de um animal que se encontra
sózinho quando vê a aproximação de companheiros, as
brincadeiras nas pistas de julgamento, no redondel e
no próprio desempenho de atividades esportivas.
- Curiosidade:
Bons exemplos da curiosidade são as éguas solteiras
cheirando as crias de éguas paridas, o contato pelo
olfato com novos integrantes do grupo, a aproximação
cautelosa de objetos estranhos (não confundir esta
atitude com o medo). Os garanhões e os animais mais
inteligentes tendem a ser mais curiosos.
- Excitação:
É um aspecto emotivo facilmente percebido nos
animais em liberdade, quando soltos de suas baias,
ou quando fazem reconhecimento de objetos ou de um
novo lugar. Os indicativos da excitação podem ser
variados, tais como: passo tenso, trote lento (em "slow
motion"), deslocamentos mais elevados e alongados,
galope tenso, cabeça alta, sopros, orelhas móveis,
cauda rígida, olhar fixo e com brilho, dentre
outros.
Diversos sinais emitidos pelo cavalo podem auxiliar
a condução do treinamento no haras, na apresentação
e avaliação em julgamento.
- Orelhas voltadas para trás:
é o sinal mais evidente de raiva, intenção de
morder, escoicear, manotear, corcovear;
Orelhas
permanentemente móveis:
indicativo de cavalos muito ativos, árdegos,
briosos, nobres, mas também pode ser temperamento
nervoso, associado à má índole;
Orelhas
caídas: cansaço,
sonolência, doença ou quando recebem sedativos
fortes;
Orelhas
rígidas: quando recebem
estimulantes muito fortes (dopping);
- Apenas uma orelha voltada para o lado: apreensão,
insegurança, receio
Olhar sem
brilho: fadiga, doença;
Olhar fixo,
com orelhas armadas: algo
desperta a atenção, podendo gerar curiosidade ou
medo;
Cauda
erguida: sinal de
excitação, reserva acumulada de energia;
Cauda
agitando ( cabear ): sinal
de inquietação, temperamento nervoso, dor;
Cauda
estirada ( cambitar ):
pode ser fadiga ou má posição natural da cauda
Cauda em
arco: excitação, alegria;
Cauda em
arco invertido: cavalos
árdegos, briosos;
Cauda
contraída: medo ou dor
Cauda
enrolada, lançada sobre o lombo:
alegria ou excitação
Movimentos
elevados dos membros:
sinal de excitação;
Abrir e
fechar a boca e/ou bater lábios:
vício ou sinal de rejeição à embocadura;
Oscilação
da cabeça: rejeição à
embocadura, temperamento nervoso;
Passo
retraído: pode ser
indicativo de desequilíbrio dinâmico (desvio grave
de aprumos) ou de inquietação, excitação;
Sudorese
excessiva: fadiga,
condicionamento físico inadequado;
Suor de
coloração branca leitosa:
pode indicar condicionamento inadequado;
Baixar
cabeça: fadiga;
Encapotar:
flexão excessiva da nuca, baixando a cabeça,
geralmente é indício de rejeição à embocadura ou de
um efeito de embocadura severa;
Pendular
cabeça: inquietação,
temperamento indócil
Elevar a
cabeça: rigidez na nuca,
rejeição à embocadura ou o próprio efeito elevatório
da embocadura. |