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TREINAMENTO PARA ATRELAGEM

Não é difícil treinar um cavalo marchador em atrelagem. Obviamente, o primeiro passo é adestrar de sela, consolidando a qualidade global na marcha. Em seguida, o treinamento para atrelagem é iniciado utilizando o selote, ou cilha, do conjunto de charreteamento utilizado no adestramento inicial de sela. Um tronco, não muito pesado, deve ser puxado de cada lado, com a corda presa em cada uma das argolas laterais do selote. O andamento nos primeiros dois, ou três dias, conforme sejam as reações de cada cavalo, deve ser o passo. Em seguida, mas dois dias, em média, na marcha. Na Segunda semana, a arreata completa para atrelagem de charrete deve ser usada, repetindo o treinamento ao passo e marcha durante dois dias. Estando o cavalo calmo, a próxima etapa é prender os varais da charrete, cabresteando o cavalo sem o condutor, ao passo e depois na marcha, durante mais dois dias. Daí, estaremosna terceira semana do treinamento, quando o condutor poderá subir na charrete e charretear. No primeiro dia é recomendado que o auxiliar puxe o cabo do cabresto, para prevenir risco do animal disparar, assustado.

Tendo o cavalo passado pelo Método LSA de Adestramento deverá estar respondendo aos comandos vocais de VIRAR!,ÔÔHA!, FASTA!, o quem em muito facilitará o aprendizado no treinamento de atrelagem.

TREINAMENTO PARA PROVAS FUNCIONAIS

O treinamento para provas funcionais consiste em apresentar o percurso ao cavalo, inicialmente ao passo reunido ou médio, seguindo-se o treinamento ao passo alongado. Quando o cavalo concluir adequadamente o percurso, deve ser solicitada a marcha curta, seguindo-se a média e a alongada. O galope, em velocidades progressivas, somente deve ser solicitado quando o animal estiver executando o percurso corretamente ao passo e marcha. Geralmente, o grau maior de dificuldades será na conclusão correta dos saltos, que em hipismo rural são sobre fardos de feno ou tambores, volteios de 360 graus em balizas e tambores e o recuo. Para o treinamento de provas funcionais é essencial que o cavalo esteja executando adequadamente todos os andamentos naturais, variações de velocidade, transições, esbarro, arrancada e recuo. Este aprendizado deve ser consolidado antes de se apresentar os percursos de provas funcionais ao animal. Primeiro, devem ser ensinados os exercícios mais fáceis no percurso.

Diversos sinais emitidos pelo cavalo podem auxiliar a condução do treinamento no haras, na apresentação e avaliação em julgamento.

  • Orelhas voltadas para trás: é o sinal mais evidente de raiva, intenção de morder, escoicear, manotear, corcovear;
     
  • Orelhas permanentemente móveis: indicativo de cavalos muito ativos, árdegos, briosos, nobres, mas também pode ser temperamento nervoso, associado à má índole;
     
  • Orelhas caídas: cansaço, sonolência, doença ou quando recebem sedativos fortes;
     
  • Orelhas rígidas: quando recebem estimulantes muito fortes (dopping);
     
  • Apenas uma orelha voltada para o lado: apreensão, insegurança, receio
     
  • Olhar sem brilho: fadiga, doença;
     
  • Olhar fixo, com orelhas armadas: algo desperta a atenção, podendo gerar curiosidade ou medo;
     
  • Cauda erguida: sinal de excitação, reserva acumulada de energia;
     
  • Cauda agitando ( cabear ): sinal de inquietação, temperamento nervoso, dor;
     
  • Cauda estirada ( cambitar ): pode ser fadiga ou má posição natural da cauda
     
  • Cauda em arco: excitação, alegria;
     
  • Cauda em arco invertido: cavalos árdegos, briosos;
     
  • Cauda contraída: medo ou dor
     
  • Cauda enrolada, lançada sobre o lombo: alegria ou excitação
     
  • Movimentos elevados dos membros: sinal de excitação;
     
  • Abrir e fechar a boca e/ou bater lábios: vício ou sinal de rejeição à embocadura;
     
  • Oscilação da cabeça: rejeição à embocadura, temperamento nervoso;
     
  • Passo retraído: pode ser indicativo de desequilíbrio dinâmico (desvio grave de aprumos) ou de inquietação, excitação;
     
  • Sudorese excessiva: fadiga, condicionamento físico inadequado;
     
  • Suor de coloração branca leitosa: pode indicar condicionamento inadequado;
     
  • Baixar cabeça: fadiga;
     
  • Encapotar: flexão excessiva da nuca, baixando a cabeça,
    geralmente é indício de rejeição à embocadura ou de um efeito de embocadura severa;
     
  • Pendular cabeça: inquietação, temperamento indócil
     
  • Elevar a cabeça: rigidez na nuca, rejeição à embocadura ou o próprio efeito elevatório da embocadura.
     

    CONSIDERAÇÃO FINAL – A QUALIDADE DE UM CAVALO ATLETA ESTÁ EM
    SEUS CASCOS, APRUMOS, ESTRUTURA, CORAGEM, BRIO,
    TREINABILIDADE, DOCILIDADE. Cabe ao treinador a obrigação de
    respeitar as individualidades e explorar o máximo do potencial de cada animal. O animal deve ser adestrado para qualquer pessoa montar

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