Primeiros Socorros
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Tanto os animais criados a campo como os
embaiados, estão sujeitos aos acidentes e
diversos tipos de enfermidades. Contudo, quanto
melhor for o manejo menor será a necessidade dos
cuidados de emergência.
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Aparentemente, o cavalo adulto transmite a idéia de
ser um animal resistente, pelo seu porte e vigor
físico. Todavia, isso não é verdade. Ele é sim, o
animal doméstico mais sensível. Os procedimentos de
emergência mais comuns no haras são os seguintes:
- Cólicas:
Decorrentes de distúrbios intestinais,
principalmente aqueles provocados pela ingestão de
quantidades excessivas de ração concentrada ou de
alimentos deteriorados. Os sinais característicos de
um cavalo com cólica é deitar-se e levantar-se com
frequencia, rolar, cavar o solo, olhar para os
costados, aumento dos movimentos intestinais. Como
já foi abordado na seção "O SEU CAVALO ESTÁ
MACHUCADO OU DOENTE"?, são vários os tipos de
cólicas. Porém, a mais comum é a intestinal. Os
medicamentos mais recomendados são o Banamine e o
Buscopan. Em seguida, o animal deve ser puxado ao
passo, para estimular o processo digestivo e evitar
que se machuque rolando no solo, ou na baia. Em
casos mais graves deve ser feita uma lavagem
intestinal com sonda apropriada. Se os sintomas da
cólica persistirem por mais de 12 h, chamar um
Médico Veterinário.
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Nos animais embaiados a cólica ainda é a causa
numero um de mortes. |
- Ferimentos:
Dependendo da extensão e profundidade do ferimento,
pode ser necessária uma sutura. Para conter
hemorragia intensa, um bom medicamento tópico é o
Estankasangue. Para cicatrização rápida, utilizar o
Unguento Pearson, cobrindo o ferimento com Tanidil
em pó. Outras opções são os tradicionais sprays que
aceleram a cicatrização e previnem o estabelecimento
das bicheiras e inflamações. Em determinados tipos
de ferimentos, uma pomada contendo antibiótico (exs..
Ganadol, Furacin) deve ser utilizada.
- Brocas de cascos:
A primeira medida é limpar toda a área necrosada. Em
seguida, aplicar um tampão de algodão embebido em
Formoped. Durante o tratamento, o animal deve
permanecer sobre piso limpo e seco. As medidas
preventivas são: a limpeza diária dos cascos, evitar
permanência em terrenos úmidos ou pisos de baia
sujos, aparar os cascos mensalmente.
- Podridão de ranilha:
A área afetada deve ser cortada. Em seguida, aplicar
diretamente o Formoped. Durante o tratamento o
animal deve permanecer sobre piso limpo e seco. A
prevenção é a prática rotineira da limpeza diária
das comissuras laterais e sulco da ranilha.
- Traumatismos nos membros:
Os traumatismos, ou contusões, quase sempre são
acompanhados por edemas e claudicação. O tratamento
de choque é uma ducha fria. Nos dias seguintes,
aplicar compressa de água quente com sal. Diversas
pomadas também podem ser aplicadas, massageando a
área atingida - Exs.: Calminex, Finalgon, Em
determinados casos, recomenda-se o uso de bandagens.
- Coleta de sangue:
Essa é uma prática comum em todos os haras,
principalmente nos casos periódicos dos exames de A
. I. E. - Anemia Infecciosa Equina. O sangue deve
ser coletado com agulha apropriada, injetada na
região da grande veia jugular, na borda inferior do
pescoço.
- Aplicação de soros:
Quase que de forma rotineira, a maioria dos haras
utilizam soros para diversas finalidades,
principalmente para estimular a alimentação,
desintoxicar, prevenção contra estresse, manutenção
da resistência física, reposição de eletrólitos
essenciais perdidos durante trabalho intenso. Os
soros são aplicados em grandes quantidades, sempre
na região da grande veia jugular.
- Aplicação de injeções:
É muito comum o uso de injeções, tomando-se o
cuidado para aplicá-las nas regiões apropriadas,
especialmente as do tipo intra-muscular. Quando
aplicadas de forma inadequada, sem assepcia, ou em
locais impróprios, haverá uma inflamação no local,
podendo evoluir para um foco de infecção bacteriana.
O melhor local para aplicar uma injeção
intra-muscular é nas nádegas, devido ao grande
volume de massa muscular, com poucos vasos
sanguineos. A segunda opção é na tábua do pescoço.
- Picadas de cobras:
Ocorrência comum em propriedades que não mantém os
pastos limpos. O tratamento de choque consiste na
aplicação imediata de soro anti-ofídico.
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